Biografia

Quando grava com a Orquestra Sinfónica da Lituânia as canções de Frederico Valério, o público ovaciona-o, quando canta Fado de Coimbra como Samaritana o público emociona-se, quando vai buscar pérolas de cancioneiro da Musica Popular Brasileira e as reinterpreta no seu jeito fadista o público delira. Isto aconteceu com Meu querido, Meu Velho, Meu Amigo e Costumes de Roberto Carlos ou De Volta Pró Meu Aconchego popularizada por Elba Ramalho.

Aliás, Nuno da Camara Pereira nunca temeu comparações e sempre cantou o que lhe apetecia. Foi Assim que escolheu o melhor dos melhores atrevendo-se a dizer o Fado Falado e a Procissão de João Villaret, a dedicar-se juntamente com José e Vicente da Câmara ao reportório de Maria Teresa de Noronha no álbum “Tradição”, a cantar o Fado do Cacilheiro popularizado por José Viana, o Embuçado de João Ferreira-Rosa e até o Oiça Lá, Sr. Vinho de Alberto Janes, criado por Amália, numa gravação inédita e histórica ao lado do seu amigo de sempre Pedro Veiga, infelizmente desaparecido.

Nuno viaja muitas vezes com o Fado na bagagem. Apresenta-se em Madrid, Paris, Rio de Janeiro (no mítico Canecão), Maputo, Bissau, Toronto, Maastricht (festival Internacional da UNICEF), Washington, Dublin, Joanesburgo, Bruxelas (Europália), Díli, sempre com óptimas críticas e aplausos quentes de plateias tocadas pela “bonita voz devoluta a um sentimento enorme de saudade, entregue ao espírito das ruelas e das pátrias – cada nota é uma pequena história de passadas grandezas” como disse Miguel Esteves Cardoso.