O menino bonito do Fado

Em 2001, lança “A Última Noite”, álbum dedicado ao fado e à música latino-americana em que Nuno surge a cantar em castelhano. Este ano é também marcado por uma digressão na América do Sul, com concertos na Costa Rica, Uruguai, Argentina e Brasil e pela polémica desavença com Edite Estrela, autarca de Sintra, devido à denúncia pelo fadista da alegada existência de corrupção na autarquia.

No ano de 2002, o “menino bonito do fado” leva já um quarto de século a cantar, data que assinala com o lançamento do triplo álbum “O Melhor de Nuno da Câmara Pereira – Edição Comemorativa dos 25 anos de Carreira”, da Reader’s Digest, e com vários espetáculos. Mas o grande concerto que vai comemorar realmente este marco da sua carreira só acontece no ano seguinte, no palco que o viu “nascer” e que levará à edição do DVD “Ao Vivo no Coliseu”. É também neste ano de 2003 que o fadista lança o seu primeiro disco editado pela Ovação: “Jardim de Sonhos” repete a receita do casamento do fado com temas espanhóis e sul-americanos e Nuno volta a seduzir cantando em castelhano.

Em 2004 Nuno da Câmara Pereira continua dividido entre o fado e a política: lança o álbum “Fado à Minha Maneira” e candidata-se ao Parlamento Europeu pela coligação “Força Portugal”, mas não chega a ser eleito. Poucos meses depois, em fevereiro de 2005, já como presidente do PPM, candidata-se à Câmara de Vila Viçosa. Nas autárquicas não almeja a eleição, mas em outubro deste mesmo ano concorre nas legislativas e torna-se deputado do PPM na Assembleia da República, eleito pelas listas do PSD. A partir desta altura, considerando estar agora “noutro palco a cumprir um serviço de cidadania”, Nuno arreda-se das exibições por vontade própria, mas nunca inteiramente do fado.