Press Release

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Nascido em Lisboa em 1951, elegeu Évora como sua terra natal, terra para onde foi de tenra idade e onde estudou, cresceu e se fez homem. Nuno da Camara Pereira pertence a uma família de grandes e prestigiados fadistas.

A primeira actuação pública de Nuno da Camara Pereira faz-se em 1977, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, num espectáculo de variedades. Começa a sua vida artística em tertúlias.

Até 1979, Nuno da Camara Pereira manterá a sua actividade de empresário agrícola. Após uma recusa inicial, aceita gravar para a Valentim de Carvalho. O seu álbum “Fado!”(1982) imprime novas versões a fados clássicos que ganham assim outras dimensões e bem como, originais que ficarão para sempre ligados intimamente à sua carreira, como o “Cavalo Ruço” e o “Acabou o Arraial”,o primeiro Fado de Lisboa a permitir-se fazer se acompanhar pelas guitarras de Coimbra.

Datado de 1983, o LP “Sonho Menino” ganha o Troféu Revelação do Fado da revista Nova Gente. Em 1985 sai de Nuno da Camara Pereira, o seu terceiro álbum. E, no final desse ano, o recital que dá na Aula Magna da Cidade Universitária de Lisboa esgota lotações.

Nuno da Camara Pereira conhece, por fim, um retumbante sucesso de vendas e de público com o LP “Mar Português” (1986) que atinge o Disco de Dupla Platina, equivalente a mais de 80.000 exemplares vendidos. No álbum, surgem revisões de temas antigos, como “Samaritana” e “A Rosinha dos Limões”, e transforma o tema de Roberto Carlos “Meu querido, meu velho, meu amigo”,num verdadeiro fado clássico ao jeito do “Fado Alexandrino”,que irá para sempre influenciar todas as futuras gerações fadistas que nele vêem encontrar a referência de uma nova roupagem para uma verdadeira e profunda transformação do fado.

Três outros concertos na Aula Magna (1987), coroam a ascensão do fadista, esgotando, de novo, lotações. Nesse mesmo ano sai o LP A Terra, o Mar e o Céu. Em 1988, e acompanhando o êxito do Fado do Ladrão Enamorado (de Rui Veloso e Carlos Tê), Nuno da Camara Pereira volta à Aula Magna para mais quatro espectáculos.

“Guitarra” (1989), “Atlântico” (1992) e “Só à Noitinha” (1985) são alguns dos álbuns que consagram a carreira de um cantor que alcançou o êxito também graças a temas vindos de outras áreas que não o fado. Um dos fados que o distingue é o “Meu Alentejo”.