Com o seu recente e último álbum “Lusitânia” Nuno regressa às origens, surpreendendo tudo e todos, recria a” Lenda das rosas” e a” Igreja de Santo Estêvão “ que assim ganham uma nova textura, guardada só aos grandes intérpretes de fado. Neste álbum cria originais de sua autoria e Custódio Castelo, musicando poema originais de Ary dos Santos ou seus e do grande dramaturgo e poeta Almeida Garrett. Extraordinário e polémico também o seu desafio de cantar e mítica” Trova do Vento que Passa “, glorificada por Adriano Correia de Oliveira.
Mas Nuno não se fica por aqui como todos sabem, é Engenheiro Técnico Agrário, profissão que nunca abandonou tendo realizado grandes projectos no domínio da suinicultura e horticultura forçada, e jardinagem respectivamente em Alenquer, Azambuja e Sintra. Ainda recentemente se especializou e licenciou-se em Engenharia do Ambiente. É presidente do Conselho de Nobreza, Comendador–Mór da Ordem de São Miguel da Ala e Presidente da Associação de Socorro e Amparo aonde há mais de vinte anos vem desenvolvendo um projecto de ajuda a famílias carenciadas no domínio da protecção e ensino infantil (creche e jardim de infância).
Foi na última legislatura, a 10 ª, Deputado à Assembleia da Republica tendo sido da sua autoria a recente Lei da Rádio, de protecção á música portuguesa. Dirigiu e fez renovar o seu Partido de eleição o Partido Popular Monárquico (PPM), que recentemente abandonou, para se dedicar a outras causas e razoes.
Editou um livro histórico” o Usurpador – o poder sem pudor “ com a editora “Leya”aonde mais uma vez lança o seu espírito irrequieto e temerário. São feitas poderosas revelações sobre a forma como foi conduzido o último processo de sucessão monárquica e sobre o destino que tomou o património de D. Manuel II, que envolve nomes como o de Salazar, monárquico convicto, e de Duarte Pio de Bragança, pretenso chefe da Casa Real, numa forte polémica.
Através de uma viagem cronologicamente organizada pela História de Portugal, desde os últimos anos da monarquia até aos dias de hoje, Nuno, num estilo muito próprio e muito vivo, apoiado em abundante e indesmentível documentação, desmonta, página a página, o equívoco que, há cerca de um século, envolve a questão dinástica em geral e a pretensão miguelista, em particular.